domingo, 20 de fevereiro de 2011

A alma em cores e telas

A alma em cores e telas


O encontro do artista Descartes Gadelha com os catadores do lixão do Jangurussu foi dramático. Para entender aquelas pessoas, tão iguais e tão diferentes dele, Descartes os capturou na pintura. Para ele, o resultado não é arte. É outra coisa que não tem nome

19.02.2011| 16:00

Descartes encontrou os catadores do Jangurussu no início da década de 1980 (FCO FONTENELE)Descartes encontrou os catadores do Jangurussu no início da década de 1980 (FCO FONTENELE)

Depois de um certo tempo pintando no isolamento do ateliê, as tintas ficam viciadas e é preciso sair, colocar o cavalete no meio do tempo, diante de uma paisagem qualquer, para encontrar novas cores no mundo real. Era essa a intenção de Descartes Gadelha, pintor, músico e escultor, quando saiu em campo para pintar o pôr do sol. Não fosse o cheiro azedo que sentiu, teria sido uma tarde de inspiração estilística e só. “Me afastei, mas o cheiro continuou. Quando subi num monte de mais ou menos 15 metros, descortinou-se diante de mim o Inferno de Dante, ou pior”, lembra.

O encontro com os catadores do lixão do Jangurussu, no início da década de 1980, mudou completamente a vida de Descartes Gadelha. Depois de um ano e meio convivendo com eles, pintando cenas e personagens no lixão - um trabalho muito mais catártico e emotivo do que estético -, não deu mais para ser o mesmo homem. “Surtei. Foi dramático, fiquei doente. Ouvi coisas e vi cenas horríveis. Não tinha intenção de mostrar os trabalhos que fiz”, conta numa longa entrevista por telefone. No ano passado, a coleção completa foi exposta novamente no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará. A primeira foi em 1989, nove anos depois de Descartes finalizar a experiência no Jangurussu.


Para ele, as 70 pinturas, todas em óleo sobre tela, e os 50 desenhos feitos durante o ano e meio que passou no lixão, não são arte. “Queria capturar a alma daquelas pessoas para lê-las depois. Não estava preocupado com a beleza de nada, com o equilíbrio de nada”. As cores, os semblantes com vincos acentuados, as expressões do quadros, têm uma linguagem poética comovente e brutal. Uma tradução direta do espanto e do horror do artista diante do Inferno de Dante. (Mariana Toniatti)


OP - Até encontrar o Jangurussu sem querer, você não tinha ideia de como funcionava o lixão?

Descartes - Tinha informação, mas nunca tinha visto. Aquele momento foi um choque muito grande. Meu sentimento estava canalizado para um pôr do sol. De repente inverteu tudo. Me impressionou também a parte plástica. Era uma mistura de elementos, material e cores, que na minha paleta não tinha. Mas isso foi uma coisa secundária. O que me interessou mesmo foi compreender a alma daquele povo. Era um ímpeto, uma necessidade suprema de colher algo para a sobrevivência, que não os diferenciava dos urubus, dos cachorros, dos porcos. Eles se confundiam. Todos lutando pela sobrevivência.

OP - Nesse primeiro momento do choque você já começou a pintar?

Descartes - Busquei mais material e voltei. Fiquei desenhando sem entrar em contato para não ser considerado um fiscal da prefeitura, um jornalista. Não queria ser um vereador, que eles detestam. Não queria chegar lá por curiosidade. Quem trabalha com arte, pelo menos para mim, deseja a autenticidade da ação, a representação natural daquele instante vivido pela pessoa. Quando ela metia as duas mãos dentro da lama, do lixo, para colher um pedaço de pão, esse gesto não podia ser teatralizado e qualquer observação analítica de um forasteiro poderia interferir nesse movimento.

OP - Mas você conseguiu ficar invisível todo o tempo?

Descartes - Aos poucos passei a conversar com algumas pessoas. Ia merendar com eles, levava uma roupinha... Uma filantropia meio descarada, terrível. Contribuía um pouco, discretamente. Dizia que estava lá porque gostava de desenhar, achava bonito o lixo, o caminhão. Depois eles descobriram que estava era fazendo retratos e alguns posaram para mim. Pensavam que era uma pessoa desequilibrada, um pastor querendo doutriná-los, um fiscal, tudo menos artista. Eram desconfiados principalmente com quem ia colher dados para se beneficiar. Pessoas que se locupletam de ideias para mais tarde fazer um filme e ganhar um Oscar.

OP - Essa é uma crítica clara a Vik Muniz?

Descartes - Não vou nem ver o filme. Acho acintoso. Só quem conviveu pode compreender isso que estou dizendo. Qual a contribuição?

OP - Você teve outro contato com os catadores depois dessa experiência no Jangurussu?

Descartes - Alguns anos atrás passei a ver catadores empurrando carrocinhas e fiz outra coleção que chamei de Heróis do Papelão. Nos anos 90, eles catavam só papel e papelão. Fiquei muito impressionado, tanto com a questão dramática, a capacidade de caminhar pela cidade toda, como com o espetáculo plástico dos carrinhos. Eles são obras de arte efêmeras, mudam a cada pedaço de material colocado no carrinho durante a noite. Uma visão fantástica, quase surrealista. Dessa vez entrou mais a parte artística, estética, que a visão sociológica. Foi uma situação totalmente diferente. Tem a ver com a questão do lixo, mas é reciclagem. O catador vai direto no cara (deposeiro), pesa aquela colheita, compra o jantar, vai pra casa. É mais uma questão profissional, não é desespero. Nesse coloquei estética.

OP - Essa parte artística levou ao desenvolvimento de uma estética do lixo como já se falou tanto da estética da fome?

Descartes - Sim. A poesia num pai de família que sai andando a cidade toda para voltar mais tarde com alguma coisa, a parte plástica propriamente dita, o cenário da noite, o contraste violento do carro de luxo com a carroça. Existe um heroísmo e uma humildade muito grande. A maior grandeza daquela miséria absoluta de 30 anos atrás que conheci no Jangurussu, é a coisa mais importante que o ser humano pode conter: a humildade autêntica, não pela condição social, nem por se sentirem humilhados.

OP - Apesar de tudo, o catador não costuma ser uma figura deprimida, rancorosa, e com a questão da sustentabilidade em pauta, ele sabe que é importante nessa cadeia. Você percebeu isso quando os encontrou na rua, anos depois?

Descartes - Eles pegaram o termo reciclador como palavra de dignificação. Os ecologistas levantaram essas questões e esses termos chegaram ao catador. Inclusive no Jangurussu, onde foi instalada uma usina, um projeto piloto que não deu muito certo, entre outras coisas, porque empregou meia dúzia de pessoas enquanto no lixão tinham mais de 1500 trabalhando em turnos que viravam a noite. Essa é a melhor hora, inclusive. Chega o lixo nobre, que sai dos bairros chiques. Essa coleta é de madrugada, quando as pessoas estão dormindo e as lojas estão fechadas. É uma festa quando chega lixo dos restaurantes!

OP - Você quis pintá-los para contar essas histórias? Denunciar?

Descartes - Minha intenção não foi fazer arte engajada. Fui surpreendido por algo que não tinha vivenciado e tive um choque. Queria compreender o contraste entre um homem que almoçou peixe à delícia, vendo aquelas pessoas comendo lixo. Embora levasse alguns quadros para trabalhar na oficina, a parte psicológica era muito mais presente. Quando se faz uma obra com intenção de expor em galeria, de vender em leilão, se conceitua dentro de regras. É um crime premeditado, o meu foi passional. Queria capturar a alma da pessoa diante daquela situação sem nenhuma preocupação de fazer um rosto bonito. Era uma tentativa de lê-la depois. Quem é ela? Para onde vai? O que espera da vida? Será que tem religiosidade? O que estou olhando na tela não é arte. Está dentro do âmbito da arte porque é feito por um artista.

OP - E isso não tem nome?

Descartes - Os alemães chamam de expressionismo, mas não é não. Peguei problema de pele, bronquite. Talvez esteja doente porque não tinha a defesa que eles têm. Uma vez fiz uma pergunta idiota: ‘Vocês não ficam doentes?’ Já tinha bronquite, tosse... A resposta foi: ‘Aqui ninguém adoece. Ou se está vivo ou morto. Doença é para quem e rico’. É muita coisa que você escuta e vê. Surtei.

OP – A família e os amigos diziam isso?

Descartes - Não falava muito onde estava para não criar uma situação de interferência. Depois que saí do Jangurussu, foram nove anos sem expor os trabalhos pensando: ‘por que tenho que mostrar?’ Quando pinto tento fazer coisas bonitas, sou um esteta, trabalho com escultura, música, ilustrações. Praticamente joguei fora as telas do Jangurussu durante esses nove anos. Mas um dia fui ao Museu de Arte da UFC e o professor Eymar, diretor do museu, acabou me convencendo a levar pra lá. Imaginava expor para o âmbito da universidade, professores, pessoas ligadas à sociologia, mas alguém viu, divulgou, um jornalista foi até lá...

OP - E como foi a repercussão?

Descartes - Não sabia que era uma coisa tão impactante. Gerou um negócio muito grande, passaram a se preocupar em extinguir aquela chaga social. Até então não se falava sobre o lixão. Há três meses, expus de novo. Fui proibido de pintar por causa da minha saúde. Dessa vez fui eu que pedi para o Eymar, como uma exposição de despedida da pintura. Mostrei tudo o que foi possível: estudos, desenhos, rabiscos. E se você vê o conjunto das obras, não vai encontrar estética. Foi um trabalho de alcova, solitário, não obstante estar perto de centenas de pessoas, foi um drama único e pessoal. Não são pra venda. Não é possível, principalmente numa cidade de formação burguesa e aristocrática. Querem arte sofisticada, mais apurada, europeia. A que é espelho do cearense, a que mostra a realidade, as pessoas detestam. É um espelho cobrador, denunciador.

OP - Durante aquele ano e meio de trabalho no Jangurussu, não houve nenhum momento de prazer? Só sofrimento?

Descartes - Só. Vi inclusive a morte. Era muito comum chegar um carro de luxo e uma mulher jogar um saco plástico. Os cachorros caíam em cima. Era um feto, um aborto. Pintei os cachorros, aquilo tudo. Disse que ia chamar o IML, um dos catadores respondeu que era comum. Não adiantava. Outra vez vi uma criança ser compactada pelo trator na frente da mãe. A mãe botou uma lágrima: “É dolorido, mas é um anjo que Deus recebeu”. A humildade deles é tão grande, tão poderosa. Uma visão dessa não tem graça, não tem estética e muda você para sempre.


Loa oficial do Maracatu Solar 2011


Baixe Aqui o MP3 da Loa do Carnaval 2011 do Maracatu Solar



Loa oficial do Maracatu Solar 2011

Riscou no Céu

Descartes Gadelha, Pingo de Fortaleza e Calé Alencar

Riscou no Céu uma estrelinha
Até pairar na beira do mar
E o menino que lá sonhava
Deu uma saia pra ela dançar

Da madrugada fez uma calunga
E do trovão um tambor
De um pedaço do firmamento
Um estandarte de brilho azul
Da lua cheia fez uma rainha
E Assim nasceu o Maracatu
Estrela Brilhante de onde tu estas
Vem com teu canto comigo brincar
Me faz cantar aquele teu canto
Que hoje é saudade aqui no SOLAR

domingo, 16 de janeiro de 2011

FÉRIAS NO CEARÁ 2011 | BANDA O VERBO




O Governo do Estado, através da Casa Civil, divulgou a programação de shows da quinta edição do Férias no Ceará. Durante todos os finais de semana do mês de janeiro, além do primeiro fim de semana do mês de fevereiro, o som do pop rock nacional, da música popular brasileira e dos grandes clássicos vai invadir os quatros cantos do Estado. Esta será a quinta edição do festival que leva shows gratuitos para o Interior do Estado e também para a Capital.

O primeiro show em Fortaleza acontece no dia 8 de janeiro, com a banda Kid Abelha. No Interior o primeiro palco para o Kid Abelha será no município de Limoeiro do Norte, já no dia 6. Essa será a primeira vez que a banda carioca fará uma apresentação gratuita no Estado. O cronograma de shows do Férias prevê apresentações nas quintas, sextas-feiras e domingos no Interior e os shows aos sábados ficam com o público da Capital. Todos os shows serão gratuitos, sempre a partir das 20 horas, com a abertura de uma banda cearense.

O “Férias no Ceará” segue agitando durante todos os finais de semana de janeiro, com apresentações em Fortaleza, Sobral, Canoa Quebrada, Camocim, Crateús, Tianguá, Juazeiro do Norte, Iguatu, Maracanaú, Beberibe, Caucaia, Crato, Quixeramobim, Quixadá, Limoeiro do Norte, Jericoacoara, Itapipoca, Canindé, Ubajara, Brejo Santo, Maranguape e Tauá. Além do Kid Abelha, estão agendadas apresentações de Vanessa da Mata, Jorge Versilo, Nando Reis, Paralamas, Jota Quest, Biquíni Cavadão, Skank e da Orquestra Experimental de São Paulo .

07/01/11 | IGUATU | O VERBO e KID ABELHA


05/02/11 | FORTALEZA | O VERBO E SKANK


Fonte:
Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado | Casa Civil

O VERBO | Lançamento do CD "A felicidade pode ser real"



O VERBO | Lançamento do CD "A felicidade pode ser real"
Hora
domingo, 27 de fevereiro · 17:00 - 20:00

LocalizaçãoLIVRARIA CULTURA - Shopping Varanda Mall
Av. Dom Luís 1010, Meireles
Fortaleza, Brazil

Criado por

Mais informaçõesSujeito a lotação. Capacidade de 98 lugares.

Seu ingresso é 1 kg de alimento não perecível!

27/ FEVEREIRO/ 2011 (DOMINGO) - 17h
Neste domingo, - dentro do projeto ‘Domingo na Cultura’ - a Livraria Cultura receberá o grupo cearense O Verbo para pocket-show seguido de sessão de autógrafos do seu primeiro CD ‘A felicidade pode ser real’. A Banda O Verbo completou em outubro de 2010 dezessete anos de existência e, graças à sua prima vocação - fazer música - vem sempre conquistando a simpatia do público que a assiste.

Orientações Importantes:
**Sujeito a lotação. As senhas serão entregues a partir das 15h e serão válidas até 10 minutos antes do espetáculo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Cursos, Oficinas e Seminário Críticos




Núcleo de Formação - Confira as oficinas

Para se inscrever, envie ficha de inscrição para nucleodeformacao@dragaodomar.org.br


Confira outras informações do Núcleo de Formação no nosso blog

Novembro

De 22 a 24/11

Corpo ambiente : Arquiteturas Dérmicas

Oficina Teórico-prática de Dança e Artes Visuais. (20 vagas)
Ministrada por Mauricio Leonard/MG
Local: Alpendre – 14h às 17h.
Público-alvo: Destina-se principalmente aos artistas interessados em abordagens e práticas corporais, arquitetos, engenheiros civis e estudantes de artes cênicas.

Corpo ambiente : Arquiteturas Dérmicas é uma prática experimental de arquitetura, que toma os sentidos e as dinâmicas corporais como estímulos para percepção e imaginação de espacialidades. As experiências buscam evidenciar a dinâmica e a sensorialidade corpórea como articuladora de proto-arquiteturas, que se enunciam como expansões da derme. Reunindo proposições e procedimentos das artes do corpo e das artes visuais, os exercícios investem no reconhecimento das arquiteturas que surgem entre os corpos dos participantes; e a partir das vivências e relações experimentadas, encaminham a construção de protótipos arquitetônicos efêmeros e temporais.

Maurício Leonard é Arquiteto e artista do corpo, mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Núcleo de Pós Graduação da UFMG, tendo concluído essa formação no primeiro semestre de 2008. Atualmente leciona no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFOP, Ouro preto, Minas Gerais.Tem seu interesse voltado para interfaces entre as artes do corpo e arquitetura onde desenvolve a pesquisa "Arquiteturas Dérmicas". Nesse campo de estudos desenvolve abrigos-vestimentas para o corpo que criam mediações entre os ambientes e seus contextos específicos. Tem formação em dança contemporânea e artes circenses. Participou de eventos como Rumos de Dança Itaú Cultural, Atelier du Monde ( Montpellier Danse), Bienal Sesc de Dança (Santos_SP), Entorno(SP), entre outros.
Atua também como artista visual expondo seus trabalhos em algumas exposições como Vista Suspensa (SP), Control_C Control_V (Sesc Pompéia - SP), Ponto de fuga – Área Livre ( Memorial da América Latina), Corrosão (Muna – Uberlândia) e Escala 1/1 ( Palácio das Artes – MG).

De 22 a 26/11

Teatro e grupos: teatralidade – Módulo II
Oficina teórica de teatro. (20 vagas)
Ministrada por José Fernando de Azevedo/SP
Local: Sala de Dança do SESC SENAC Iracema – 19h às 21h30
Público-alvo: atores e diretores.

Jogo, Gesto e “Contradispositivos” – Trabalho sobre o texto “Margem Abandonada”, de Heiner Muller – Módulo II
Oficina prática. (30 vagas)
Ministrada por José Fernando de Azevedo/SP e Lucienne Guedes/SP
Local: Sala de Dança do SESC SENAC Iracema – 13h às 17h
Público-alvo: atores, diretores e interessados em geral.

Ainda sobre a proposição de “um instituto sem espectadores” – teatralidade e experiência na sociedade do espetáculo.

José Fernando de Azevedo é dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores (SP), professor da Escola de Arte Dramática da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Doutor em filosofia pela FFLCH (USP), foi um dos curadores do Próximo Ato – Encontro Internacional de Teatro Contemporâneo, do Itaú Cultural, entre 2006 e 2009.

Lucienne Guedes é atriz, dramaturga e diretora. Teve formação em teatro pela ECA-USP, além de formação em dança e música. Foi coordenadora e professora da Escola Livre de Teatro de Santo André e professora convidada do CAC-ECA-USP. Foi atriz fundadora do Teatro da Vertigem e atuou emParaíso Perdido como atriz e em Apocalipse 1,11 como dramatugista. Atualmente, é dramaturga e atriz do Núcleo Argonautas, artista convidada daCia.Livre no projeto África-Brasil e do Teatro de Narradores no projeto Depois do Desmanche. Também desenvolve projeto de pesquisa de mestrado na ECA-USP.

Narrativas Urbanas Ilustradas em Zines – Módulo II
Ministrada por Fernanda Meireles e Ramon Cavalcante
Local: Capitania de Arte e Cultura – de 18h30 às 21h30

Experimentação, aprendizagem autodidata e/ou compartilhada, individualismo cooperativo, revoluções internas, copyleft, ingenuidade punk, flanêur, deriva, psicogeografia, marginalidade, construção de redes, Fortaleza & arte urbana, mídia alternativa, percepção e registro do olhar sobre a cidade, anonimato confortável, juventude e amadorismo, período de estufa e ócio criativo, registro espontâneo/despretensioso do tesouro lingüístico, afetos e estética de uma época/grupo urbano

Arte Moderna
Oficina teórica de Artes Visuais (20 vagas)
Ministrada por Solon Ribeiro
Local: Capitania da Arte e da Cultura – 14h às 17h
Público-alvo: Interessados em geral.

Neste modulo abordaremos questões pertinentes a formação da arte moderna procurando descrever o panorama da arte moderna por meio de seus temas mais pungentes e seus principais representantes em contraponto a outros períodos da arte, com articulações entre questões e textos do período moderno com a contemporaneidade. Alguns temas abordados: a racionalização do espaço; a crise da representação e a arte da expressão; abstracionismo geométrico e informal; o irracional e o sonho; arte americana.

Solon Ribeiro vive e trabalha em Fortaleza, artista visual, professor e curador, formado em comunicação e arte pela L’école Superieure Des Artes Décoratifs, Paris, França, 1990. Autor do livro: Lambe-Lambe Pequena Historia da fotografia popular.

Arte conceitual, parangolés e outros bichos
Oficina teórica de Estética (20 vagas)
Ministrada por Thereza Rocha/RJ
Local: Alpendre – 18h30min às 21h30min
Público-alvo: Interessados em geral.

Partindo do seminal artigo Art and Objecthood de Michael Fried e da Partilha do Sensível de Jacques Rancière, algumas chaves para discussão de Arte e Política. Para longe da objetualidade do meio, a vigência da arte conceitual hoje na construção de ações necessárias e abertura de novos campos de possível

Thereza Rocha é pesquisadora de dança, diretora e dramaturgista. Doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO com o projeto de tese Por uma (des)ontologia da dança em sua (eterna) contemporaneidade. Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ com a dissertação De Artaud a Pina Bausch: a história da invenção de um novo corpo. Professora dos cursos superiores de dança e de teatro do Centro Universitário da Cidade - UniverCidade. Premio Funarte Klauss Vianna 2008 para a montagem do espetáculo 3 Mulheres em um Café: uma conferência dançada com o pensamento em Pina Bausch (Espaço SESC/Rio de Janeiro, 2010). Colunista do portal idança.net (www.idanca.net).

De 29/11 a 03/12

Modos de Fazer; Arte Pública de Intervenção Comunitária – Módulo I
Ministrada por David da Paz
Oficina teórica de Performance/Artes Visuais (20 vagas).

Local: Capitania de Arte e Cultura – 18h30min às 21h30min.
Público-alvo: interessados em geral.

A oficina tem com objetivos desenvolver ferramentas conceituais e práticas para desencadear devires, devir-alegre, devir-criador, um devir-artista em direção de um plano educacional que visa novos movimentos curriculares, partindo de intervenções colaborativas onde a ação sócio-pedagógica é gerada por dispositivos de Arte Pública. Também busca socializar um amplo aspecto de práticas artísticas que contribuem substancialmente com a Educação não-formal e popular, que vai desde a Arte Pública, a Arte Crítica, a Intervenção Urbana, e a ação direta para se pensar e produzir inúmeras formas de intervenções artísticas educativas no cotidiano e desbanalizar a alienação reinante. O Módulo I tem como abordagem o estudo teórico: leitura de textos e exibição de vídeos e fotografias pautados por esclarecimentos conceituais.

Programa de Estudo:
- O Urbanismo e a Transformação da Cidade.
- Espaço Público e Democracia.
- O Monumento.
- Conceituando a Arte Pública.
- A Arte Pública e suas múltiplas vertentes.
- Arte Pública no Brasil.
- A Reinvenção da Arte Pública.
- Novo Gênero da Arte Pública.
- A Arte Pública de Intervenção Comunitária.
- Arte Pública e Estética Relacional.



Corpos ficcionais: Georges Bataille

Oficina teórica de Literatura.
Ministrado por Eduardo Jorge

Local: Capitania de Arte e Cultura – 18h30 às 21h30
Público-alvo: Interessados em geral.

A proposta do curso é fazer uma apresentação da obra de Georges Bataille e analisar seus desdobramentos literários, críticos e estéticos, contextualizando o autor frente ao pensamento teórico pós-estruturalista (em autores e teóricos onde o pensamento e a escrita estão em estreito contato), além de um saber visual que permanece na literatura e nas artes contemporâneas.

Eduardo Jorge é escritor e pesquisador. Possui bacharelado em Comunicação Social pela Universidade de Fortaleza (Unifor), com especialização em Estudos Literários pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É mestre em Estudos Literários (Teoria da Literatura) e doutorando em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Divisão do curso em aulas

seta Aula 1: Corpo ficcional 1. Apontamentos para uma história do olho.
– Apresentação de Georges Bataille (1897-1962)
– A escritura como doença incurável: História do olho (1928). Leitura de trechos e discussão.
– O corpo-matéria e o abandono do corpo-sujeito
– Desdobramento 1: O olho sob vários pontos de vista (exercícios de escrita - verbetes)

seta Aula 2: Corpo ficcional 2. O trágico pelo paródico.
– O mundo como paródia pura (Os olhos e o sol)
– Minha mãe - a desarticulação do trágico pelo paródico-erótico.
– O corpo como matéria metamórfica (Apresentação de A experiência interior, com leitura de fragmentos)
– Desdobramento 2: O corpo impossível é o corpo paródico (exercícios de escrita - verbetes)

seta Aula 3: Corpo ficcional 3. O fantasma do documento
– Apresentação da revista Documents (1929-1930)
– Discussão e leitura de fragmentos do texto "O valor de uso do impossível", de Denis Hollier
– A leitura de alguns verbetes do Dicionário crítico de Bataille
– Desdobramento 3: A fantasmagoria entre o documento e o arquivo (exercícios de escrita - verbetes)

seta Aula 4: Corpo ficcional 4. Dançar com o tempo que me mata
– A acefalia: a literatura em tempos de guerra.
– Um ensaio: Bataille, a dança, o êxtase.
– A questão-pergunta: por onde começa o corpo humano? (Pierre Fédida)
– Desdobramento 4: O informe como o devir e o inacabamento como obra (exercícios de escrita - verbetes).




Cultura popular para guias turísticos

Oficina teórica. (20 vagas)
Ministrada por Graça Martins
Local: Alpendre – 19h às 22h
Público-alvo: Professores de Artes, Turismólogos, Guias de Turismo e Público em geral interessado em Turismo e Cultura Popular Tradicional.

O curso tem os seguintes objetivos: oportunizar a investigação e leitura das manifestações populares, contextualizando-as à sua historicidade; apresentar e discutir conceitos sobre Cultura Popular, Folclore e Cultura de Massa; desenvolver a leitura sobre manifestações artísticas cearenses, a partir da concepção de conceitos de modernidade e pós-modernidade; identificar Fatos Folclóricos do Brasil e do Ceará; incluir no setor do turismo a vivência e o uso dos bens materiais e imateriais como artesanato, gastronomia, música, dança, religiosidade, dentre outros.

Graça Martins é nascida na cidade de Barbalha, na região do Cariri, conviveu muito cedo com a Cultura Popular Tradicional, no meio das Festas Populares do Cariri. Graduada em Letras e História pela Universidade Estadual do Ceará – UECE e Especialista em Cultura Folclórica Aplicada pelo IFCE – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. Concluiu o Curso de Extensão: Dança e Pensamento pela Universidade Federal do Ceará – UFC em parceria com a Secultfor. Foi dançarina do Grupo de Tradições Cearenses e atualmente dirige e atua no Grupo de Dança Tablado. Ministra aulas no Curso Técnico em Dança, Curso Técnico de Turismo, e Faculdade Darci Ribeiro. É professora de Flamenco e Danças Tradicionais.

Dezembro

De 06 a 09/12

Beuys, Lygia Clark, Oiticica, Mudando o Lugar da Arte

Ministrada por Mauro José Sá Rego/RJ
Oficina teórica (30 vagas).
Local: Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – 18h30min às 21h30min.
Público-alvo: interessados em geral.

Através da discussão da obra e do pensamento de Joseph Beuys, Lygia Clark e Helio Oiticica, revelar os deslocamentos que estes artistas produziram no lugar, nas funções, nos projetos próprios às artes. A questão é que estes deslocamentos são fundantes, produzem uma marca, uma virada na História da Arte no Ocidente, mas esta marca está parada no tempo, como um devir interrompido, aguardando seus continuadores.

Mauro José Sá Rêgo Costa é Professor Adjunto da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense / UERJ; Coordenador da Oficina Híbridos – Mídia e Arte Contemporânea - do LABORE – Laboratório de Estudos Contemporâneos - UERJ; Coordenador do Laboratório de Rádio UERJ/Baixada. Professor do Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação / FEBF/UERJ; Professor do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Dança Angel Vianna.

De 06 a 10/12

Modos de Fazer; Arte Pública de Intervenção Comunitária – Módulo II

Ministrada por David da Paz
Oficina teórica de Performance/Artes Visuais (20 vagas).
Local: Capitania de Arte e Cultura – 18h30min às 21h30min.
Público-alvo: interessados em geral.

A oficina tem com objetivos desenvolver ferramentas conceituais e práticas para desencadear devires, devir-alegre, devir-criador, um devir-artista em direção de um plano educacional que visa novos movimentos curriculares, partindo de intervenções colaborativas onde a ação sócio-pedagógica é gerada por dispositivos de Arte Pública. Também busca socializar um amplo aspecto de práticas artísticas que contribuem substancialmente com a Educação não-formal e popular, que vai desde a Arte Pública, a Arte Crítica, a Intervenção Urbana, e a ação direta para se pensar e produzir inúmeras formas de intervenções artísticas educativas no cotidiano e desbanalizar a alienação reinante. O Módulo I tem como abordagem o estudo teórico: leitura de textos e exibição de vídeos e fotografias pautados por esclarecimentos conceituais.

Programa de Estudo:
- O Urbanismo e a Transformação da Cidade.
- Espaço Público e Democracia.
- O Monumento.
- Conceituando a Arte Pública.
- A Arte Pública e suas múltiplas vertentes.
- Arte Pública no Brasil.
- A Reinvenção da Arte Pública.
- Novo Gênero da Arte Pública.
- A Arte Pública de Intervenção Comunitária.
- Arte Pública e Estética Relacional.



Criando Imagens para a Cena – Módulo II

Ministrada por Marina Carleial
Oficina teórico-prática de Figurino (20 vagas).
Local: Capitania da Arte e da Cultura – 9h às 12h
Público-alvo: interessados em geral.

O que é um figurino? Para quê serve? Como criá-lo? Existem classificações? Como escolher as cores, formas e materiais? Qual a relação entre figurino e moda?

Este curso está baseado na pesquisa intitulada “O que veste o corpo que dança?” realizada e apresentada ao Curso de Estilismo e Moda da Universidade Federal do Ceará, onde proponho estudar figurino dentro do universo das artes cênicas, especificamente, da dança.

O estudo aqui proposto tratará seu objeto por diversas lentes articulando-as e mostrando suas interdependências, ligando os conceitos de arte e moda numa cadeia de sentidos relacionados e sempre valorizando a natureza qualitativa do processo em seus aspectos subjetivos e estéticos.

Marina Carleal é formada em Estilismo e Moda pela Universidade Federal do Ceará. Realiza a formação técnica em dança através do projeto do Governo do Estado: Colégio de Dança do Ceará (2001-2002). Participou como bailarina do I Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, em Salvador, Bahia (2002). Em 2003, propõe o espetáculo Música para as Rosas e trabalha com o Projeto de Extenção Vixe! Grupo de Dança, dentro da Faculdade de Psicologia da UFC. Trabalhou com o coreógrafo francês Rachid Ouramdane em uma residência coreográfica e produziu o espetáculo LIMITES no ano de 2004. Foi presidente da Associação de Bailarinos, Coreógrafos e Professores de Dança do Ceará – PRODANÇA. Agraciada pelo Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Ceará para a montagem do espetáculo Compartir em 2010.



Oficina Prático-experimental de Criação de Imagem, Moda, Styling e Figurino – Módulo I

Ministrada por Ruth Aragão
Oficina teórico-prática de Moda (20 vagas).
Local: Capitania da Arte e da Cultura – 18h30min às 21h30min
Público-alvo: pessoas interessadas em construção de imagem; preferencialmente, estudantes e profissionais de moda, teatro, dança, cinema, vídeo, artes visuais.

Ao explorar experimentalmente os diversos campos da cultura e da arte, a oficina estimulará a criação de imagens de moda e de figurino, intensificando o repertório de referências para pesquisa e criação nessas áreas.

Ruth Aragão é criadora de moda e figurino para cinema, TV, teatro e dança contemporânea. Realizou trabalhos com o cineasta Karim Ainouz e a coreógrafa Andréa Bardawil; dentre outros. Com seu projeto "Combogó: por um vazar de corpos" foi a Estilista Revelação em 2001 e participou da mostra Novíssima Geração da Fenit, em São Paulo. Na área de pesquisa, formação e ensino, destaca-se principalmente sua atuação em workshops de Criação de Moda e Imagem para projetos sociais, ONGs e para o Curso Técnico em Dança do Ceará.Também já esteve à frente da disciplina de Figurino e Caracterização do IFET-Ce e, na FIC-Estácio, ministrou disciplinas de criação em moda. Foi aluna de Marie Rucki do Studio Berçot de Paris, estudou com a figurinista Bia Salgado. Atualmente, finaliza sua Pós-Graduação em Imagem e Criação de Moda pelo Senac - São Paulo e cursa a Especialização em Artes Visuais

De 07 a 11/12

Seminário Crítico
Experiências Inovadoras no Mercado de Arte Brasileira

Local: Sobrado Dr. José Lourenço

Arte e mercado. Estratrégias de inserção e meios de expansão. É este o foco do Seminário “Experiências inovadoras no mercado de arte brasileiro”, que contará com a presença de Eduardo Besen, da Galeria Gravura Brasileira (SP), Mariana Pabst Martins, da Galeria Choque Cultural (SP) e Max Perlingeiro, da Pinakotheke Cultural (RJ/SP/CE). Sintonizados com a informação e a economia do mercado de arte, os três galeristas de reconhecida atuação na cena nacional abordarão questões do maior interesse para artistas, colecionadores, curadores, estudantes e amantes da arte.

Programação

07/12
8h30 -
Café da manhã.

9h às 17h30 - Eduardo Besen e a Galeria Gravura Brasileira (SP) - Um dos fundadores da Galeria Gravura Brasileira(SP), apresentará a experiência e as estratégias adotadas por este espaço , que se tornou um centro de referência ao promover exposições de artistas jovens e consagrados, palestras, lançamentos de livro e albuns de gravuras. A Galeria Gravura Brasileira é o único espaço de exposições no país dedicado somente à gravura com mais de cem exposições realizadas nos últimos 10 anos, mantendo programas de intercâmbio com ateliês e instituições de outros estados e países.

08/12
seta 8h30 -
Café da Manhã.

9h às 12h - Eduardo Besen - leitura de portifólios.

seta 14h às 17h30 - Max Perlingeiro. O editor e empresário do setor de cultura Max Perlingeiro, proprietário da Pinakotheke Cultural, irá proferir a palestra “Arte e Educação – uma parceria de sucesso”. Perlingeiro atua no mercado da arte há mais de 30 anos, quando criou em 1980 a primeira editora especializada em livros sobre arte brasileira no país, Edições Pinakotheke, cujas publicações têm conquistado premiações nacionais, dentre elas, o Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro).As publicações educacionais voltadas para o público infantil, recebem a chancela de altamente recomendáveis. Realizou relevantes projetos culturais com a Fundação Roberto Marinho e Fundação Gulbenkian, além de ter produzido exposições de Cândido Portinari, José Pancetti, Guignard, Di Cavalcanti, Antonio Bandeira, Lasar Segall e mais recentemente Wesley Duke Lee.


09 e 10/12
seta 8h30 -
Café da Manha.

seta 9h às 17h30 - Mariana Martins e a Galeria Choque Cultural - A choque cultural é uma galeria alternativa, de arte urbano, que além do aspecto comercial, envolve educação e compromisso sócio -cultural. A sua principal missão é aproximar o público jovem das artes plásticas, incentivando o colecionismo, produzindo conhecimento e promovendo intercâmbios. Desde a sua fundação, o projeto apresentou mais de 200 artistas brasileiros, trouxe para o Brasil mais de 50 artistas internacionais, levou brasileiros à Europa e EUA em mais de 10 grandes exposições, editou muitas gravuras e livros. Criou um importante network global, entre galerias, artistas e colecionadores.

11/12
seta 8h30 -
Café da Manhã.

seta 9h às 12h – Mariana Martins – Leitura de portifólios.

De 13 a 17/12

Oficina Prático-experimental de Criação de Imagem, Moda, Styling e Figurino – Módulo II

Ministrada por Ruth Aragão
Oficina teórico-prática de Moda. (20 vagas).

Local: Capitania da Arte e da Cultura – 18h30min às 21h30min.
Público-alvo: pessoas interessadas em construção de imagem; preferencialmente, estudantes e profissionais de moda, teatro, dança, cinema, vídeo, artes visuais.

Ao explorar experimentalmente os diversos campos da cultura e da arte, a oficina estimulará a criação de imagens de moda e de figurino, intensificando o repertório de referências para pesquisa e criação nessas áreas.

Ruth Aragão é criadora de moda e figurino para cinema, TV, teatro e dança contemporânea. Realizou trabalhos com o cineasta Karim Ainouz e a coreógrafa Andréa Bardawil; dentre outros. Com seu projeto "Combogó: por um vazar de corpos" foi a Estilista Revelação em 2001 e participou da mostra Novíssima Geração da Fenit, em São Paulo. Na área de pesquisa, formação e ensino, destaca-se principalmente sua atuação em workshops de Criação de Moda e Imagem para projetos sociais, ONGs e para o Curso Técnico em Dança do Ceará.Também já esteve à frente da disciplina de Figurino e Caracterização do IFET-Ce e, na FIC-Estácio, ministrou disciplinas de criação em moda. Foi aluna de Marie Rucki do Studio Berçot de Paris, estudou com a figurinista Bia Salgado. Atualmente, finaliza sua Pós- Graduação em Imagem e Criação de Moda pelo Senac - São Paulo e cursa a Especialização em Artes Visuais.

Linhas e formas - Bordando com o corpo na vida
Ministrada por Silvia Moura
Oficina prática de Dança e Artes Visuais (20 vagas).

Local: Sala de Dança do SESC SENAC Iracema – 14h às 17h.
Público-alvo: Mulheres de 14 anos em diante da comunidade do Poço da Draga.

Através do bordado , da dança e de rodas de conversa, a ideia é propor uma experiência com o movimento. Usando as linhas e sua relação com o traçado no espaço, quero propor unir bordado e dança. Estabelecer uma relação com o corpo, com o movimento , através de gestos de simples realização e identificação cotidiana, para chegar num estado de observação de si e do outro.
Aprender junto a bordar a vida com linhas e corpos.

De 14 a 17/12

Oficina Cenário e Adereços para Iniciantes

Ministrada por José Adjafre
Oficina prática de Artes Visuais (20 vagas).

Local: Capitania da Arte e da Cultura – 18h30min às 21h30min.
Público-alvo: interessados em geral.

Aulas teóricas e práticas de construção de materiais, uma manhã no atelier do artista e a outra manhã de aula no centro de convenções com o cenário do artista montado. Dessa forma, os alunos poderão andar pela caixa cênica e conhecer uma grande estrutura cenográfica.

José Adjafre é cenógrafo com formação pelo TeatroEescola Macunaíma em São Paulo. Trabalha na área desde 1990 com a montagem de Pier Gynt pela Fundaçao Oswald de Andrade (SP). Em Fortaleza, iniciou em 1994 como aderecista e depois passou a elaborar cenários para espetáculos. Atua principalmente na publicidade, cinema, moda, dança e eventos.

sábado, 13 de novembro de 2010

Ariano Suassuna ministra aula-espetáculo na abertura da 12ª Mostra SESC Cariri de Cultura


A abertura da 12ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura irá acontecer na próxima sexta-feira (12), às 19h, com uma aula-espetáculo do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, na RFFSA, Crato. Ariano Suassuna expõe em suas apresentações sobre cultura popular nordestina. Estará presente na ocasião o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt.

Sobre Ariano Suassuna

Nascido em João Pessoa, em 1927, Ariano Suassuna já foi chamado de “decifrador de brasilidades” e é considerado um dos principais preservadores da cultura do país, aliando os valores mais arraigados de sua região a seu imenso arcabouço erudito e teórico. Com uma escrita que junta elementos do Simbolismo, do Barroco e da Literatura de Cordel, esse ficcionista, poeta, dramaturgo e pensador da cultura, transforma o sertão no palco das questões humanas de qualquer lugar do mundo.

Foi o criador do Movimento Armorial, que tem como projeto a confluência simultânea de todas as artes populares do Nordeste brasileiro, trabalhando a favor da dignidade humana. O ‘Romance d’A Pedra do Reino’, de sua autoria, é considerado um dos melhores do país, e a peça ‘O Auto da Compadecida’, além de encenada diversas vezes por todo o mundo, já recebeu três adaptações cinematográficas.


12ª Mostra SESC Cariri de Cultura

O circuito, programado para acontecer de 12 a 17 de novembro no Cariri e de 19 a 21 em Fortaleza, reúne grupos tradicionais e produções experimentais de arte contemporânea, abrangendo tendas literárias, ações formativas, mostras de ruas e outros infindáveis acontecimentos.

Fonte: SESC